O lucro operacional no período foi de 2,48 bilhões de dólares, ou de 37% da receita. Em 2008, esse valor foi de 1,86 bilhão, que por sua vez representou 33% da receita do período. Já o lucro líquido no trimestre foi de 1,97 bilhão - em 2008, foi de 382 milhões.
O presidente e CEO do Google, Eric Schmidt, abriu a apresentação do resultado do período dizendo que a empresa teve um trimestre “forte” e que está otimista em relação aos resultados de 2010. Os sites do Google geraram receita de 4,42 bilhões de dólares no 4.º trimestre, um valor que corresponde a 2/3 da receita total. Em comparação com 2008, o aumento foi de 16%.
AdSense
As receitas geradas por sites parceiros, por meio do program AdSense, foi de 2,04 bilhões de dólares, ou 31% do total. Em relação a 2008, quando esse número atingiu 1,69 bilhão, houve aumento de 21%. Mais da metade da receita (3,52 bilhões de dólares, ou 53%) teve origem fora dos EUA. Em 2008, a proporção era de 50%. O Brasil foi citado pelo presidente de desenvolvimento de negócios e operações globais de vendas, Nikesh Arora, como um “mercado muito forte”, onde o Google tem tido sucesso no esforço de fazer o mercado local “entender o valor da publicidade online”.
Questionado sobre o rumo dos negócios na China, Schmidt disse que “o assunto já tem sido suficientemente coberto pela imprensa”, mas salientou que não houve mudanças no negócio e que o Google quer permanecer no país.
A empresa afirmou que o custo por clique, que diz respeito aos cliques relacionados a anúncios apresentados nos sites do Google e nos sites dos parceiros AdSense, tiveram aumento de aproximadamente 5% no trimestre. Os cliques pagos aumentaram aproximadamente 13% no mesmo período.
Produtos
O vice-presidente sênior de desenvolvimento de produto, Jonathan Rosemberg, afirmou que a estratégia do Google é “muito focada” em busca e anúncios. “Queremos que os anúncios sejam mais ricos e úteis”, enfatizou. Os investimentos feitos pelo Google em buscas resultaram em índices mais rápidos, mais opções de pesquisa e busca em tempo real, enumerou o executivo.
Em relação à cloud computing, ou computação em nuvem, Rosemberg disse que "as empresas têm escolhido a tecnologia não pela economia, mas porque elas descobriram que esse é o melhor jeito de conduzir seus negócios". Rosemberg destacou duas tendências que serão acompanhadas de perto pelo Google: o “social”, que para a empresa significa não apenas as redes, mas “toda a web”; e personalização, que inclui a web móvel.
“Entendemos que a presença online é tão relevante quanto a presença real”, argumentou Rosemberg. “Uma pessoa poderia encontrar uma loja pelo celular, começar uma transação pela web e concluí-la diretamente na loja”, explicou.

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